10 de novembro de 2014

Aviso #32 - Divulgação Rocco: Lançamentos de Novembro

Olá pessoal. Como estão? Eu estava quase morrendo de tanto cansaço do meu bate e volta a Porto Alegre para a Feira do Livro. Foram 7 horas de viagem na ida, muita caminhada lá e mais sete horas na volta! :P Mas isso conto a vocês depois em um outro post.
Hoje vim mostrar para vocês os lançamentos do mês de novembro de uma das minhas editoras favoritas: a Rocco.

Em O bicho-da-seda, Strike investiga o desaparecimento do escritor Owen Quine, conhecido por seu temperamento difícil. Em uma trama envolvente, a autora reúne elementos que agradam aos fãs de histórias policiais: assassinato, loucura, vingança e uma boa dose de ação.
Quando Leonora, mulher de Owen, bate à porta do escritório de Strike pedindo ajuda para encontrar o marido desaparecido, o detetive decide aceitar o serviço, mesmo desconfiando de que seria difícil receber seus honorários. O que parecia um caso simples de desaparecimento proposital se revela um assassinato com requintes de crueldade: o corpo do escritor é encontrado em circunstâncias chocantes, reproduzindo a cena final de seu último livro, Bombyx Mori, ainda inédito e considerado impublicável pelos editores.
A investigação de Strike se concentra nas pessoas que teriam acesso ao manuscrito. Além de Leonora, estão na lista a amante de Owen, Kathryn Kent; a agente dele, Elizabeth Tassel; o editor, Jerry Waldegrave; o dono da editora que publica as obras de Quine, Daniel Chard; a aluna do escritor em um curso de redação, Pippa Midgley; e o autor Michael Fancourt, que foi muito amigo de Owen mas cortou relações com ele depois de uma briga. Todos com um motivo em comum para odiar Quine: mesmo com os nomes trocados, podem ser reconhecidos nas descrições humilhantes dos personagens do universo grotesco de Bombyx Mori.
Enquanto a polícia está quase certa de que Leonora é a culpada pela morte de Quine, os instintos de Strike dizem o contrário. Teria o detetive perdido a capacidade de analisar os fatos friamente e se deixado levar pela piedade despertada por uma viúva que cuida da filha com problemas mentais? A história de Bombyx Mori não passa de uma vingança do autor contra todos que o atormentavam ou esconde a chave para solucionar o crime? Siga as pistas deixadas por Robert Galbraith e saboreie as surpresas que levam ao fim do mistério.
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O superficial mundo da fama e a pesada rotina do submundo policial são os fios narrativos do novo romance de Patrícia Melo, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira e com uma carreira de sucesso também no exterior, com obras traduzidas e premiadas em diversos países. Encenado numa São Paulo contemporânea e degradada, Fogo-Fátuo traz à tona a combustão apodrecida dos cadáveres, dos relacionamentos e do caráter humano, numa trama ágil, de imagens fortes e estilo mordaz. Dele emerge a primeira detetive da carreira de Patrícia Melo, a perita Azucena. É ela quem conduz a investigação da morte do ator Fábbio Cassio, em pleno palco, e revela a cortina de intrigas e mentiras que envolve o caso.
Ator cuja fama nunca foi proporcional ao reconhecimento da crítica, Fábbio vive um relacionamento falido com uma aspirante ao sucesso, Cayanne. Refém da imprensa, ele sofre com o assédio inclemente dos jornalistas, que questionam a sua fama e acompanham os altos e baixos do seu relacionamento. Fábbio está em cartaz no teatro com uma peça que dá título ao romance e, segundo a crítica, faz um suicida risível. Além de Cayanne, convivem com o ator o cão Godzilla, resgatado de um acidente e morto por atropelamento em circunstâncias curiosas, e Olga, uma mãe alegre, de personalidade forte e protetora.
Azucena, recém-separada, duas filhas, é apoiada por seus pais, Damaso, ex-delegado aposentado cuidado pela mulher, e Jandira, melhor avó do que mãe. Seguindo as pistas da morte misteriosa do ator, Azucena descobre podridões que emergem dos personagens e seus meios. Fugaz e misterioso, como a chama que o nomeia, Fogo-Fátuo prende o leitor enquanto o leva a reflexões sobre a decrepitude dos relacionamentos contemporâneos e as várias faces da violência.
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Em O tempo, Clarice Lispector faz aparições. A presença da escritora, como indica o curador Roberto Corrêa dos Santos, mostra-se em forma de frases, enunciados, sensações e pensamentos. O material foi cuidadosamente escolhido em parte da obra da grande escritora. Em um prosseguimento ao que havia iniciado em As Palavras(2013), desta vez o curador coleta frases de Clarice em Minhas queridas, Cartas perto do coração/Fernando Sabino,Clarice Lispector, Laços de família, Felicidade clandestina, O Lustre, A cidade sitiada e A maçã no escuro.
O resultado é uma coletânea que retrata, acima de tudo, o modo como pensava Clarice, seu senso de humor refinado e sagaz, suas fraquezas e franqueza. Enfim, sua forma de ver o mundo apresentada por meio de sua melhor aptidão: o texto. “Cheguei mesmo à conclusão de que escrever é a coisa que mais desejo no mundo, mesmo mais que amor.” Ou ainda: “Escrever é respirar dentro da frase. É por algum silêncio nas linhas como nas entrelinhas para que o leitor possa respirar comigo, sem pressa, adaptando-se não só ao seu ritmo como ao meu, numa espécie de contraponto indispensável.”
O tempo pode ser lido de forma aleatória, colhendo uma frase aqui ou ali, mas alguns capítulos tornam-se ainda mais interessantes quando lidos de maneira linear. Partes de algumas obras são tão indissociáveis, que o curador optou por um recorte mais longo, como se fossem histórias curtas. Os capítulos estão divididos por livros. As frases foram colhidas na obra que nomeia o capítulo. Não se trata de um resumo, mas de escolhas que representam o fervor das ideias de Clarice. Como descreve o curador: “Em O tempo, a alta Clarice vai além de todo espanto, além de toda beleza: atinge o inatingível, o sobre-humano.”
A coletânea é indicada tanto a quem está tendo um primeiro contato com Clarice Lispector quanto para aqueles leitores-especialistas, que irão recordar passagens repletas de sabedoria verbal, plástica, afetiva, filosófica, poética e artística.
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Qual a fórmula por trás de filmes adorados por multidões como Toy Story, Monstros S.A. ou Procurando Nemo? EmCriatividade S.A. – Superando as forças invisíveis que ficam no caminho da verdadeira inspiração, Ed Catmull conta a trajetória de sucesso do mais importante e lucrativo estúdio de animação da atualidade, a Pixar, que ele ajudou a fundar, ao lado de Steve Jobs e John Lasseter, em 1986. Dos encontros da equipe às sessões de brainstorm, Catmull mostra como se constrói uma cultura da criatividade, num livro definitivo para quem busca inspiração para os próprios negócios.
Para Catmull, a tecnologia jamais deve estar acima de uma boa história; cercar-se de gente mais inteligente do que você torna o ambiente mais propenso à inovação; e encontrar o lado positivo do fracasso é fundamental para garantir o próximo sucesso. Esses são alguns dos princípios apresentados por Catmull em Criatividade S.A. Quase 20 anos depois do lançamento do primeiro filme da trilogia Toy Story, Catmull, atual presidente da Pixar e da Walt Disney Animation Studios, narra a trajetória da empresa que revolucionou a indústria de animação cinematográfica.
O sonho de infância de Catmull de trabalhar na equipe de animação da Disney decidiu sua vida profissional. Formado em computação gráfica, em 1979, trabalhou na Lucasfilm, onde conheceu o animador John Lasseter. O embrião da Pixar foi o Graphics Group, uma subsidiária da Lucasfilm, adquirido em 1986 por Steve Jobs. A Pixar (junção de “pixels” e “art”) surge com Catmull na presidência e Lasseter à frente da equipe de criação. Da parceria com a Disney, em 1995, surgiu Toy Story, o primeiro filme de animação totalmente computadorizado.
Pioneiro nas empresas do Vale do Silício, na Califórnia, Ed Catmull é um cientista entusiasta da descontração no ambiente de trabalho. Ganhador de cinco prêmios Oscar por inovações técnicas em computação gráfica pela Pixar, ele ressalta a importância da adoção de métodos, até então pouco difundidos na cultura empresarial, de integração da equipe, como a promoção de competições de bandas de rock ou a disputas de aviões de papel entre os funcionários. O investimento em qualidade também é um dos pilares da empresa e fez com que a Pixar oferecesse cursos de arco e flecha aos que trabalharam na criação de Valente e levasse os produtores de Ratatouille a terem aulas de culinária com renomados chefs – em Paris.
O livro é dedicado a Steve Jobs, que nunca interferiu no processo de criação da Pixar, mas enviava observações e críticas sobre cada filme que estava sendo realizado, além de ser o principal investidor da empresa. Com a compra da Pixar pela Disney, em 2006, Jobs acabou se tornando o maior acionista individual da Disney. Catmull e Lasseter passam a dirigir os estúdios de criação das duas empresas, mantendo equipes diferentes e implantando novas filosofias de gerenciamento de pessoal na Disney.
Entremeando conclusões sobre gestão de pessoal com entusiasmadas informações a respeito dos avanços em tecnologia digital, além da história da Pixar e do cinema de animação, Criatividade S.A. apresenta mais do que conselhos de negócios, com trechos descrevendo situações quase como um roteiro cinematográfico. Um deles relata o desespero da equipe de Toy Story 2, que perdeu, acidentalmente, noventa por cento das imagens criadas para o filme. “Primeiro, sumiu o chapéu de Woody. Depois, suas botas. Então, ele desapareceu totalmente”, conta Ed Catmull. Quem salvou o filme foi a diretora técnica de Toy Story 2, Gayle Susman, que, seis meses antes, instalara um dispositivo para trabalhar em casa, pois acabara de ter um filho. O computador de Gayle, com cópias de toda a base de dados do filme foi “carregado até a Pixar como um faraó egípcio. (...) Woody estava de volta”, descreve Catmull.
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O mais novo thriller de John Grisham conduz o leitor de volta ao maior sucesso de sua carreira, Tempo de matar. Dessa vez, o advogado Jack Brigance está envolvido em mais um julgamento polêmico, capaz de trazer à tona velhas tensões raciais e desenterrar detalhes nebulosos do tortuoso passado da pequena cidade de Ford County. O livro está há mais de 25 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Desiludido com o direito e às voltas com inúmeros problemas financeiros, Jake Brigance procura um meio de sobreviver ao caos em que sua vida se transformou após o julgamento de Carl Lee Hailey, em 1985. E agora, passados três anos, Jake trata de pequenos casos em Clanton, uma cidade esquecida no Mississippi.
Mas a paixão de Jake é renovada quando recebe pelo correio um inesperado pedido. Seth Hubard, recluso morador de Clanton, se suicidou no domingo, mas na véspera enviou para o advogado seu testamento, escrito à mão e com ordens claras: os seus bens devem ser divididos entre um irmão há muito desaparecido, a sua igreja, e Lettie Lang, sua empregada. Nada para seus filhos e netos. A guerra está começando e a fúria aumenta quando é descoberto que o espólio de Seth passa de 20 milhões de dólares.
Jake, mais uma vez, está no olho do furacão. O jovem advogado tem que defender seu cliente, ao mesmo tempo que tenta rearrumar sua vida. Os filhos de Seth contratam advogados para contestar o testamento. O argumento é simples: o pai estava muito doente e tomando fortes medicamentos, por isso não estaria raciocinando com clareza. Além disso, o fato de Lettie ser negra e possuir uma família problemática, em um Mississippi racista e preconceituoso, não parece favorecer o caso para Jake.
Em A herança, John Grisham reafirma seu talento para contar histórias. Neste novo sucesso, o autor de bestsellers como A firma e O dossiê pelicano apresenta aos seus fãs uma história de vingança e perdão, com o ritmo único e a riqueza de detalhes que só ele é capaz. Repleta de surpresas e reviravoltas, os fãs se deliciarão com os personagens que reencontrarão na trama: além de Jake, os advogados Harry Rex Vonner e Lucien Willbanks, e o xerife Ozzie Walls estão de volta nesta nova luta por justiça.
Com A herança, Grisham recupera temas que lhe são caros – como preconceito racial, reparação, valor da justiça – em mais um thriller de tirar o fôlego e encantar legiões de fãs.
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Reunindo textos, entrevistas e trabalhos artísticos de personalidades de diferentes áreas, como Vladimir Palmeira, Gilberto Gil, Cildo Meireles, Daniel Aarão Reis, Jorge Mautner, Ernesto Neto, Carlos Lessa e Davi Kopenawa, entre outros, Brasil em movimento oferece uma análise plural acerca das manifestações que se espalharam pelo Brasil de junho a dezembro de 2013. Mais do que refletir sobre os protestos, o livro convida a uma reflexão mais ampla sobre a sociedade brasileira a partir desses movimentos, que surpreenderam tanto pela força das vozes insatisfeitas quanto pela violência da repressão, pelas manchetes da grande mídia e pelas coberturas informais difundidas pela internet, deixando como certeza apenas a constatação de que novos movimentos não podem ser reduzidos a velhas ideologias.
O livro abriga textos, entrevistas e trabalhos artísticos que funcionam como um ponto de partida para repensar os rumos e dilemas do Brasil atual. Estão presentes no livro reflexões de historiadores, filósofos, artistas, políticos, escritores, cientistas sociais, antropólogos, economistas, líderes de movimentos sociais, arquitetos, urbanistas, cantores e compositores, um policial, um advogado, um crítico de arte e um líder indígena Yanomami. Estão lá, entre outros, entrevistas com João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do historiador e deputado estadual Marcelo Freixo, do economista Carlos Lessa, do músico e compositor Jorge Mautner, do historiador e político Vladimir Palmeira, da antropóloga e cientista política Maria Lúcia Monte, promovendo um amplo debate sobre o que foi denominado Jornadas de Junho.
O antropólogo e coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro Robson Rodrigues da Silva lança uma lupa sobre os dilemas das Unidades de Polícia Pacificadora. A questão da mobilidade urbana – deflagradora dos protestos – é pensada pelo engenheiro Lúcio Gregori, pelos arquitetos Ana Luza Nobre e Paulo Mendes da Rocha, pela arquiteta e urbanista Raquel Rolnik. A importância das redes sociais na mobilização para os protestos tem destaque em entrevista com o advogado Pedro Abramovay, que comanda, no Brasil, o site Avaaz, de petições online. Os atos de vandalismo dos Black Blocs e a violência policial permeiam boa parte dos textos e entrevistas.
Cada contribuição foi pensada ou produzida durante o período dos protestos, de modo que cada uma delas pode ser entendida como um retrato do instante. O livro foi organizado em ordem cronológica, explicitando a data de realização de cada trabalho, de modo que seja possível perceber, através da sucessão deles, parte do movimento pelo qual o Brasil passou e o olhar de cada autor no momento específico em que se expressou. O livro traz ainda uma cronologia dos acontecimentos ocorridos entre junho de 2013 e agosto de 2014, para ajudar o leitor a se localizar no momento de realização dos textos, entrevistas e imagens.
Cada autor colaborou livremente, conversando, produzindo um texto ou trabalho artístico. Nesta última, o livro conta com intervenção de texto e imagem de importantes artistas plásticos contemporâneos como Antonio Manuel, Tunga, Cildo Meireles, José Damasceno, Ernesto Neto e Carmela Gross. Feitas no calor da hora, as análises reunidas em Brasil em movimento mostram que não há mais espaço para velhas ideologias ou polaridades quando se trata de avaliar uma sociedade com tantas facetas e complexidades.
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Em Providence, Rhode Island, a vida é diferente. O prefeito é grande amigo dos mafiosos locais, traficantes trabalham sem serem incomodados e a prostituição é legalizada. Mas Liam Mulligan é um repórter, e dos bons, e seu trabalho é revelar estas histórias, mesmo em um jornal moribundo como o Dispatch. Este é o mote de Trilha perigosa, novo livro do autor norte-americano Bruce DeSilva, autor de Através do fogo.
Novamente estrelado por Liam Mulligan, o repórter se vê as voltas com vários crimes: em uma fazendo de porcos, um braço de criança aparece no meio de uma pilha de lixo; o corpo de Sal Maniella, conhecido empresário, dono de boates de strip-tease e produtor de vídeos eróticos, é descoberto sobre as rochas ao pé de um conhecido penhasco de Newport; e, em um apartamento sujo de um condomínio sórdido, um grupo de pedófilos é encontrado chacinado.
As mortes parecem não ter ligações, mas quanto mais Mulligan investiga e se aprofunda no mercado da pornografia e do sexo, uma estranha conexão começa a aparecer. Ao mesmo tempo, surgem também as tentativas de evitar as investigações: a promessa de uma noite de sexo em um dos melhores bares de strip da região, além de uma surra de ex-militares assustam, mas não intimidam Mulligan na busca por justiça. No entanto, o que o repórter descobre o leva a questionar suas crenças sobre sua moral sexual, o restante da sua tênue fé religiosa e quem são seus verdadeiros amigos.
Suspense e tensão na medida certa, somada ao ritmo perfeito e a reviravoltas brilhantes fazem de Trilha perigosa um livro essencial para os fãs de romances policiais. O título segue a tradição dos clássicos noir, cidade suja, violência e herói durão... A cada página, o leitor tem a sensação de que pode encontrar Sam Spade, de Dashiell Hammett, ou Lew Archer, de Ross McDonald, em alguma esquina. Com este título, Bruce DeSilva prova que o Edgar Award que ganhou por seu primeiro livro não foi por acaso. Liam Mulligan veio para ficar e já conquistou um lugar no hall dos grandes heróis do suspense moderno.
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Com referências a músicas e artistas de diferentes estilos, tanto internacionais quanto brasileiros, 360 dias de sucesso é uma espécie de livro de memórias da banda que por quase um ano conheceu o sabor do sucesso. É também o novo livro da bestseller Thalita Rebouças, que volta ao universo que a consagrou, a literatura juvenil, depois de dois títulos infantis, e apresenta seu primeiro romance narrado por um protagonista masculino.
Oito anos após seu término e sob a divertida visão do baterista Gualter, a trajetória do grupo é relembrada em situações que revelam os altos e baixos e os momentos especiais daquela que rapidamente conquistou uma infinidade de fãs pelo Brasil, “Quase sem querer”, assim como o clássico da Legião Urbana.
Formada de maneira despretensiosa e com total apoio, direção artística e patrocínio do guru Paulão, pai do guitarrista Pedro, a banda “sem nome” conta ainda com o galã Theo, nos vocais, Marcelo “Pá” no baixo e, claro, Gualter Potter – sobrenome artístico numa clara alusão à semelhança física com o bruxo mais famoso de Hogwarts, Harry Potter, na bateria.
Tudo começa com um pocket show num churrasco promovido pelo incansável Paulão. Certo do potencial da “rapeize” – como ele costuma se dirigir à “cambada” ou seja, à banda –, Paulão é do tipo que acredita no potencial do filho e no dos demais integrantes. E resolve apostar todas as fichas no grupo, mesmo que alguns deles demonstrem claramente um dom musical menos apurado que outros.
Depois de relembrar sucessos de diferentes gerações com interpretações precisas de Billy Jean, de Michael Jackson, I Wanna Rock and Roll All Night, da banda Kiss, e Paradise, de Coldplay, entre outros, os meninos ganham segurança para investir em voos mais altos. Mas basta a primeira apresentação em público para que Babi, a linda namorada de Pedro, fã número um e grande incentivadora da turma, perceba que era necessário um “plus” para a banda deslanchar...
Até que encontra na internet um vídeo de uma jovem interpretando lindamente Tiny Dancer, clássico imortalizado na voz e no piano de Elton John. Mari, a loura platinada, que arrasa tanto nos vocais como nos teclados, e dava expediente como garçonete cantora em um bar na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, era o quinto elemento que faltava. Pronto. Uma banda explosiva estava oficialmente formada e batizada!
Traduzindo bem a realidade dos dias de hoje – em que para se tornar um fenômeno da música não é essencial ser descoberto por executivos de grandes gravadoras –, a banda começa a galgar território depois de postar um vídeo na web com a gravação da inédita Amor na hora certa, que se torna a “canção da vida!” de várias adolescentes, alcançando milhões de visualizações e chegando à TV.
Com o sucesso em rede nacional, os fãs se multiplicam também nas redes sociais, os shows começam a surgir, música nas principais rádios (sem o famoso jabá, que fique bem claro), mais programas e entrevistas para a tevê e revistas, turnês, trilha sonora em novela até o apogeu – quando ironicamente acontece o começo do fim.
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Não é qualquer universo que pode receber 12 visitantes tão ilustres e acolher 12 interpretações tão radicalmente diferentes do mesmo herói.
Doctor Who, o fenômeno cultural britânico que conquistou o mundo, a série de ficção científica mais antiga da televisão, conta as aventuras do Doutor, um alienígena de aparência humana que trafega livremente pelo tempo e o espaço. Fascinado pelo planeta Terra e a humanidade, o Doutor está sempre acompanhado de um terráqueo enquanto viaja na sua nave, a TARDIS, por todos os cantos do universo e da história.
Para celebrar os 50 anos da série, completados em 2013, 12 dos maiores nomes da literatura fantástica da atualidade – entre eles Eoin Colfer, Marcus Sedgwick, Philip Reeve, Richelle Mead, Neil Gaiman e Holly Black – homenageiam o personagem com histórias inéditas na aguardada coletânea Doctor Who: 12 doutores, 12 histórias.
Em 51 anos de TV, o Doutor foi interpretado por 12 atores diferentes, cada um deles uma encarnação diferente do personagem, com personalidades e trejeitos diferentes. As muitas faces do Doutor e suas jornadas infinitas ofereceram aos criadores da série a liberdade de explorar não só as galáxias e profundezas do tempo, mas também temas que vão do lírico ao terror, numa verdadeira investigação do coração e da mente do ser humano.
É essa mesma liberdade de imaginação que agora vemos nas mãos de 12 dos autores de ficção mais queridos da atualidade, que foram conquistados pelas peripécias do Doutor, alguns desde que eram crianças, e que agora compartilham com os fãs dele e seus próprios leitores 12 visões muito particulares do personagem mais cativante deste lado da galáxia.
Lançada pela BBC britânica em 1963 e exibida em mais de 60 países, a série Doctor Who segue arrebatando novos fãs a cada dia e inspirando autores de fantasia e ficção científica de todo o mundo. As histórias reunidas na coletâneaDoctor Who: 12 doutores, 12 histórias também estão disponíveis individualmente em e-book.
As histórias: O Primeiro Doutor: Uma Mãozinha para o Doutor, por Eoin Colfer (tradução Regiane Winarski); O Segundo Doutor: A Cidade Sem Nome, por Michael Scott (tradução Bruno Correia); O Terceiro Doutor: A Lança do Destino, por Marcus Sedgwick (tradução Paulo Reis); O Quarto Doutor: As Raízes do Mal, por Philip Reeve (tradução Eduardo Barcelona Alves); O Quinto Doutor: Na Ponta da Língua, por Patrick Ness (tradução Antônio Xerxenesky); O Sexto Doutor: Algo Emprestado, por Richelle Mead (tradução Marcelo Barbão); O Sétimo Doutor: O Efeito de Propagação, por Malorie Blackman (tradução Cláudia Mello Belhassof); O Oitavo Doutor: Esporo, por Alex Scarrow (tradução Leonardo Alves); O Nono Doutor: A Besta da Babilônia, por Charlie Higson (tradução Viviane Maurey); O Décimo Doutor: O Mistério da Cabana Assombrada, por Derek Landy (tradução Edmo Suassuna); O Décimo Primeiro Doutor: Hora Nenhuma, por Neil Gaiman (tradução Renata Pettengill); O Décimo Segundo Doutor: Luzes Apagadas, Holly Black (tradução Viviane Diniz).
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Brincar. Como qualquer outra criança, era isso o que enchia de vida o pequeno Leib. E, além das brincadeiras, as descobertas de quem saíra de um pequeno vilarejo, Narewka, na Polônia, para uma cidade grande, a próspera e fascinante Cracóvia. Porém, quando o exército alemão ocupa o território polonês, brincar deixou de ser uma opção e trabalhar numa fábrica comandada justamente por um nazista, Oskar Schindler, tornou-se a única forma de sobrevivência. Eis o mote do emocionante O menino da lista de Schindler, a história real de luta, superação e esperança de Leib Lejson, ou Leon Leyson, o mais jovem sobrevivente salvo entre outros mais de mil judeus dos campos de concentração pelo empresário alemão.
Inédito por anos, seu testemunho traz à tona não só a dor e o temor vividos naquele período, nem apenas a opressão e a crueldade sem precedentes imposta pelos nazistas à população judia, como também uma perspectiva única sobre o Holocausto — o olhar de uma criança, então inocente e sonhadora, amadurecida às pressas pela dura realidade e sob constante ameaça de morte — e um retrato íntimo (e de profunda gratidão) sobre um homem que arriscou tudo para salvar seus semelhantes, independente de origens e credos: Schindler.
Muita coisa se poderia falar sobre o empresário: malandro, mulherengo, beberrão, oportunista — verdades incontestes. Homem complexo e repleto de contradições, contudo, ele fora ainda conspirador, corajoso, revolucionário, salvador. Um herói. Entre tantos alemães que queriam enriquecer com a guerra, Oskar Schindler tratava seus empregados judeus com humanidade. Sua crescente repulsa pela brutalidade da perseguição antissemita transformou sua avidez egoísta e imoral por lucros em um sentimento de compaixão. E, para tanto, não hesitou em falsificar documentos, pagar propinas, fazer tratos escusos e empregar de crianças e domésticas até advogados como experientes mecânicos.
Foi assim que os destinos de Oskar e Leon se cruzaram em 1939, quando o industrial alemão contratou o pai do menino, Moshe Leyson, para sua fábrica de esmaltados (e, anos mais tarde, de munições). Ao rememorar e ponderar, já adulto, sobre a inteligência, o coração, o jogo de cintura e a fortuna gasta por Schindler para manter seus operários judeus a salvo das câmaras de gás de Auschwitz, Leon revisita em detalhes suas origens: como seu pai e sua mãe, Chanah, se conheceram; as tradições e o convívio com seus avós; a vida na aldeia de Narewka e os sonhos depositados na ida para Cracóvia; a relação com seus irmãos, Hershel, Tsalig e David, e com sua irmã, Pesza; a infância interrompida pelo medo; a vida no gueto; o trabalho sobre um caixote de madeira para alcançar os controles da máquina de uma fábrica que lhe deu a chance de permanecer vivo; enfim, as dificuldades, provações e perdas de sua família em meio ao terror nazista até, finalmente, a imigração para os EUA e para um recomeço.
O pequeno Leyson, no entanto, não deixou que seu passado o definisse, mas que o tornasse mais forte para seguir em frente. Embora fosse só um garoto, sem contatos ou quaisquer habilidades especiais naquele cenário de exceção, ele teve a seu favor alguém que acreditou que sua vida era importante. A confiança do garoto em dias melhores e na superação dos obstáculos mais vis infligidos sem pena pelos homens de Hitler encontrou em Oskar e em suas ações ousadas um bastião de esperança, e, em sua família, a força para lutar e viver. Ao entrar aos 13 anos na “lista de Schindler”, trabalhando em sua fábrica, Leon não podia imaginar que estava entrando na história, mas sim que reescrevia a partir dali a “sua” história — que poderia ser abreviada por um ponto final a qualquer momento.
Com um texto fluido e de fácil leitura, O menino da lista de Schindler é um relato forte, comovente e corajoso sobre um dos mais tristes e cruéis episódios da humanidade, a Segunda Guerra Mundial, e que deve ser lido por todas as idades, sem exceção. Na voz de um sobrevivente improvável do genocídio nazista, um convite à reflexão tanto sobre a violência irracional, o racismo e a intolerância que persistem nos dias de hoje quanto sobre a vida daqueles que perderam a oportunidade de construir o seu futuro e o do mundo.
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Melissa Marr sempre acreditou em fadas, fantasmas e criaturas mágicas. Durante o período em que lecionava na universidade e cuidava da educação dos dois filhos, que haviam sido inseridos no sistema de ensino domiciliar, ela costumava ler muitos livros de aventura para o filho e de ficção para jovens adultos para a filha. Melissa ainda não sabia, mas estava prestes a escrever o conto que alteraria completamente a sua carreira, e a sua vida.
Como ela mesma descreve, avaliando agora o cenário de 2004 é muito fácil notar a influência que os estudos com os filhos e o trabalho como professora universitária tiveram na decisão de criar o conto de fadas que daria início à vida de escritora. Desde então, Melissa Marr vem misturando narrativas de fantasia a elementos do folclore na criação de romances e contos. Aliás, alguns dos contos reunidos neste livro servem como um preâmbulo para o universo da série Wicked Lovely.
Folclore, horror e fantasia são os ingredientes preferidos da escritora, acompanhados por uma atmosfera soturna. O livro é composto por 12 histórias, das quais algumas já haviam sido apresentadas em e-books ou coletâneas. Personagens conhecidos da série Wicked Lovely, como Irial e Niall, vivem outras aventuras desta vez, inclusive disputando o amor de Leslie, a garota mortal amada pelos dois seres mágicos. Quem poderá salvá-la dos perigos da vida? Para entender a história, que aparece dividida em nove capítulos, não é necessário ter tido contato prévio com a série.
Apesar dos temas não exatamente leves de Contos de fadas e pesadelos, a autora consegue oferecer até mesmo um toque de poesia, como ocorre com “O beijo do inverno”. De qualquer modo, vale lembrar que as histórias tendem ao assustador, com referências a vampiros, a selchies, a duendes e a pessoas dispostas a pagar qualquer preço pela beleza ou pelo poder. Melissa afirma que as narrativas são inspiradas pela mitologia e por pesadelos, passadas em lugares que visitou ou inseridas em situações que tenha imaginado.
Contos de fadas e pesadelos é o livro perfeito para seres corajosos que gostam de um friozinho na barriga.
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Um cara rico, lindo, charmoso e que estranhamente não tem capacidade para amar. E uma mulher extremamente sexy, inteligente e ex-compulsiva, que lida com o vício de se agarrar emocionalmente aos parceiros. É através dessa dupla de protagonistas, Hudson Pierce e Alayna Withers, aparentemente tão diferentes, que a autora Laurelin Paige apresenta Por você, primeiro volume da trilogia Fixed, o maior sucesso de autopublicação do mercado norte-americano e primeiro título independente a chegar no topo da lista dos mais vendidos do The New York Times, categoria ebook. As histórias de Paige chegam às livrarias pelo Fábrica231, novo selo de entretenimento da Rocco, como parte da coleção Violeta, que reunirá apenas títulos com alto teor de romantismo, sensualidade e erotismo.
Diferentemente da maioria das heroínas, Alayna Withers conhece bem o seu poder de conquista. Adepta de figurinos provocantes, chama a atenção com suas calças justas e decotes pra lá de generosos. Principalmente quando está em ação trabalhando como atendente da boate Sky Launch. Do tipo segura, leva com bom humor as cantadas dos clientes e costuma flertar com David, o gerente da boate. Até que é surpreendida pela presença desconcertante de Hudson Pierce, um homem lindo e sexy, que aparece numa noite na boate.
A atração entre eles é imediata. O choque eletrizante de uma simples troca de olhares provoca reações diversas e assustadoras em Alayna. Calores, desejo, palpitação, excitação... tudo ao mesmo tempo. “Mas não foi apenas a sua beleza incomparável e nem a sua intensa exibição de masculinidade que provocou aquele calor entre as minhas pernas... Foi como ele olhou para mim, de uma forma que nenhum homem jamais tinha olhado...”, diz a protagonista.
Empresário bem-sucedido e habilidoso nos negócios, Hudson está prestes a se tornar o mais novo proprietário da boate. Direto ao ponto e sem rodeios, ele resolve oferecer um inusitado trabalho extra a Alayna, que aceita a proposta.
Aos poucos, Alayna tenta entender o temperamento possessivo e dominador de seu mais novo chefe. Enquanto isso, cada um deles também terá de lidar com seu próprio passado destrutivo. E com a convivência acabam descobrindo que a atração sexual não é o único ponto em comum entre eles.
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O trabalho pode ser uma fonte de glórias ou uma guerra constante, espaço onde as alegrias e decepções se intercalam com frequência, ou apenas a origem do sustento. Para Adriano Silva, jornalista e executivo com passagens por grandes empresas como TV Globo e Editora Abril, o ambiente profissional é a metáfora essencial da vida, uma balança cotidiana de acertos e erros, sucessos e fracassos. Das observações do autor sobre todas as questões importantes envolvidas na construção de uma carreira equilibrada nasceu o livro O executivo sincero, primeiro de uma trilogia sobre as relações humanas nas trincheiras do trabalho. Um guia que engloba temas que nem sempre são expostos por quem participa ativamente do mundo coorporativo e analisa a postura dos executivos com a intenção de questionar muitos dos tabus do universo das grandes empresas.
Adriano trata tudo com o olhar de quem conhece profundamente o mundo dos negócios, já acumula importantes experiências como empreendedor. Além da passagem por grandes empresas em cargos executivos, ele também foi responsável pela chegada do site Gizmodo ao Brasil e atualmente é sócio das empresas Damnworks Brand Content e The Factory.
No livro, ele observa e comenta cada detalhe da teia coorporativa, dando dicas de como lidar e aprender com os chefes, manter uma relação produtiva com pessoas que estão em um patamar parecido da carreira e disputam o mesmo cargo na hierarquia da empresa, encontrar motivação de forma independente às estratégias tradicionais dos setores de Recursos Humanos e pensar a trajetória profissional de maneira mais ampla, traçando uma obra pessoal relacionada ao trabalho. Uma história que dependa essencialmente do próprio profissional e do que foi construído como fruto do seu trabalho ao longo dos anos.
A obra funciona também como um manual de sobrevivência no ambiente de trabalho. O autor analisa alguns tipos que integram a fauna coorporativa como o controlador, o centralizador, o tarefeiro e o executivo deputado, e mostra como aprender a ler esses comportamentos e posicionar-se nas situações fundamentais que envolvem a convivência empresarial, como reuniões e conversas de corredor. Ler O executivo sincero é preparar-se bem para a tomada de decisões importantes em um meio dinâmico e extremamente competitivo.
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Uma poesia medida, arquitetada, metro a metro, palavra por palavra, efeito por efeito. E desmedida em refletir, em tocar e provocar o leitor. Versos ritmados e envolventes regidos por um maestro da língua que, a partir dessa partitura lírica, brinda-nos com Essa música — livro póstumo e inédito do carioca Ivan Junqueira, consagrado jornalista, poeta, tradutor, ensaísta e crítico literário, que ocupou, de 2000 a 2014, a cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo João Cabral de Melo Neto.
Entregue pelo autor à editora poucos meses antes de falecer, o volume de poemas (escritos nos últimos anos, entre 2009 e 2013) trata justamente sobre um tema recorrente em sua obra, a morte — “É quando o corpo, enfim, se acaba” — e suas implicâncias no pensamento. Sejam a angústia — “Qual o tempo que me resta? — e/ou noção sobre sua inevitabilidade — “viagem da qual ninguém regressa.” Sejam as conjecturas sobre nossa existência — “Por que nos coube essa doença/ de sermos assim tão efêmeros/ entre duas datas extremas:/ a da morte e a do nascimento?” Ou o dualismo entre a finitude do homem e a eternidade (misteriosa) — “Então da vida foste embora?/ Não: em ti começa agora.”
Amante da (falsa) simplicidade de Manuel Bandeira — e “falsa” porque amparada por um conhecimento aprofundado da arte poética —, Junqueira foge ao hermetismo, caminho pelo qual, aliás, tinha implicância, e concilia a espontaneidade da fala com sua experiência como poeta e exímio leitor de poesia em versos fluidos, claros, que dialogam com o leitor sem anteparos — “Estamos indo embora. Passem o trinco nas portas/ e tranquem as janelas pelas quais rompia a aurora./ (...)/ Desliguem a luz (e o gás, senão tudo explode)./ Que fique o resto como esmola. Paguem um óbolo/ ao barqueiro que nos leva rio afora./ Estamos indo embora.”
Em meio a reflexões — “É quase nada o que sabemos/ de nós, do que somos, do frêmito/ que nos empurra, débeis duendes,/ à cena ambígua da existência” —, questionamentos — “Haverá alguma saída/ para o tormento metafísico?” — e reminiscências de infância — “Quando eu fiz cinco anos,/ meu pai deu-me de presente um aeroplano” —, o livro traz metapoemas em que o autor reconhece a poesia como uma força criadora, maior que o poeta, e que dele se vale (como fonte, “domador”, “jóquei” e libertador) para existir — “Não sou eu que escrevo o meu poema:/ ele é que se escreve e que se pensa”. Uma irônica inversão do intelectual que tudo que tentava dizer era verso, como já confessara na epígrafe, bebida em Ovídio: Et quod temptabam dicere, versus erat.
Num tom melancólico, mesmo de despedida — “Dizer adeus é o mais difícil,/ o mais antigo e árduo suplício” —, Junqueira fala de muitas mortes: da infância, da inocência, dos parentes, dos amigos, do amor, da esperança, das expectativas/perspectivas, da ideia de imortalidade que toma a todos, de tudo, enfim, que não será lembrado, posto que o depois é um passo vago. E, assim, nesse percurso de outono, de galhos secos e folhas caídas mudando de tom — “Ando a esmo, absorto e sombrio,/ a alma entre os dentes, a vida/ por um fio” —, ele visita sua trajetória e os autores que o forjaram e enriqueceram como poeta: Castro Alves, Fagundes Varela, Blasco Ibáñez, Federico García Lorca, Stéphane Malarmé, Paul Valéry, T. S. Eliot, Charles Baudelaire — em especial, estes dois últimos, em cujas obras debruçou-se em esmerados e reconhecidos trabalhos de tradução.
Escrito com “sangue”, e, portanto, segundo Friedrich Nietzsche, com “espírito”, Essa música traz a alma, em ampla acepção, de um poeta estudioso, dedicado e conhecedor, como poucos, do ofício do verso. Frente ao embate com a morte e as indagações existenciais, esta obra-prima de Ivan Junqueira lega-nos uma constatação: o homem, carne, se vai; mas o poema, arte, fica — “Depois é só vê-lo a galope,/ já sem ter ninguém a bordo./ Ele a sós, indo-se embora/ para o infinito onde mora.” E é no poema que o poeta vive. Viverá. Sempre. Indefinidamente.
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Espero que tenham gostado das novidades. E aí, me contem, qual desses livros vocês já estão ou ficaram de olho? Espero os seus comentários, adorarei responder a todos!

Bjoks da Gica.

8 comentários:

  1. Oi Gi, tudo bem?

    Amo os livros da Rocco! Um em especial foi Contos de Fadas e Pesadelos, por que quase comprei ele na edição americana *o* E adoooooooorei a novidade, quero comprar agora mesmo! A capa ficou linda também.
    O Menino da Lista de Schindler parece lindo também...

    Beijocas
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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    1. Oi Carol. Tudo ótimo e com você?
      Também sou maga fã da Rocco. Todos os livros que li dessa editora sempre me apaixonei! <3 Também fiquei de olho em Contos de Fadas e Pesadelos, a capa está maravilhosa. Achei interessante realmente esse O Menino da Lista de Schindler, mas tenho um certo receio com essas histórias do holocausto. Não gosto de chorar muito lendo os livros e quando sei que a história é verdadeira é impossível não me derreter em lágrimas! :P :P Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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  2. Olá!!
    Nossa quanta coisa que parece ser muito boa!!!
    Contos de Fadas e Pesadelos foi a capa que mais me chamou a atenção.
    Gostei também de O Menino da Lista de Schindler, gosto de histórias que se passam no holocausto, apesar de sempre chorar nesses livros.
    E o da Thalita Rebouças também!!
    Adorei a capa!!

    Beijos, Bá.
    http://cafecomlivrosblog.blogspot.com.br

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    1. Oi Bá. Também fiquei super de olho em Contos de Fadas e Pesadelos! <3 Foi amor a primeira vista. <3 Eu também gosto de histórias do holocausto, mas não gosto de me derramar em lágrimas, o que sempre acontece! :P Que bom que você gostou. Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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  3. Praticamente todos os lançamentos estão na lista de desejados!!
    Só coisa linda!!!

    Bjksss

    Lelê

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    1. Oi Lelê. Que bom que você gostou dos livros, sinal que também é uma fã de carteirinha da Rocco! :D Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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  4. Oiiii Gi. Eu quero ler o bicho de seda, =D e o 360 dias também quero conhecer, pois acho a escrita da Thalita uma gostosura :) . Preciso economizar para adquirir, kkk
    Beijooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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    1. Oi Gih. Também estou super curiosa com o bicho de seda, o 360 dias e vários outros! kkkkk Mas economizar não é o meu forte! :D Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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