27 de abril de 2015

Capítulo da Semana #1 - Uma Prova de Amor

Olá pessoal, como estão??? Espero que todos bem. Como ando sem tempo para as leituras e já fazia algum tempo que não postava resolvi trazer para vocês os primeiros capítulos de alguns livros. Ahhh fiquem de olho que logo, logo sai a resenha de Enigma: Mundo Interdito.
O capítulo de hoje é do livro Uma Prova de Amor escrito por Emily Giffin e lançado pela Novo Conceito. Vamos a ele!

Uma Prova de Amor - Primeiro vem o amor, depois vem o casamento e depois… os filhos. Não é assim?
Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe, e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben.
O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos?
Uma Prova de Amor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor.


Capítulo 1

"Eu nunca quis ser mãe. Mesmo quando eu era pequena e brincava de boneca com minhas duas irmãs, sempre fazia o papel da tia Cláudia boazinha, que dava banho, trocava as fraldas, embalava seus bebês de plástico e depois ia embora, à procura de coisas mais animadas para fazer no quintal ou no porão. Os adultos achavam meu comportamento em relação à maternidade 'engraçadinho' e sorriam de maneira condescendente para mim, assim como sorriam para os meninos que insistiam em dizer que todas as garotas tinham piolho. Para eles, eu era apenas uma menina levada e impetuosa que um iria se apaixonar e entrar na linha.
Aqueles adultos estavam parcialmente corretos. Eu realmente superei minha fase de molecagens e realmente me apaixonei; várias vezes, na verdade, começando pelo namorado do colegial, Charlie. Mas quando Charlie olhou profundamente em meus olhos, no final do baile de formatura, e me perguntou quantos filhos eu queria ter, respondi, com firmeza, 'zero'.
- Nenhum? - Charlie pareceu assombrado, como se eu tivesse acabado de lhe confessar um segredo terrível e sombrio. - Por que não?
Eu tinha muitas razões e as expliquei direitinho naquela noite, mas nenhuma delas o satisfez. E Charlie não foi o único. Entre os diversos namorados que vieram depois dele, nenhum parecia entender ou aceitar minha decisão. E, embora meus relacionamentos terminassem por outras razões, sempre senti que bebês eram um dos fatores. Ainda assim, eu realmente acreditava que um dia iria encontrar o cara certo, aquele que me amaria do jeito que sou, incondicionalmente, sem promessas de filhos. Estava disposta a esperar por ele.
Porém, quando cheguei aos 30 anos, já estava começando a aceitar o fato de que talvez ficasse sozinha. De que talvez nunca experimentasse a sensação que a gente tem quando sabe que encontro o 'Príncipe Encantado'. Em vez de me sentir infeliz comigo mesma ou de colocar alguém que não fosse especial em minha vida, concentrei minhas energias em coisas que podia controlar com mais facilidade: minha carreira como editora numa grande empresa; viagens fascinantes; me divertir com bons amigos e escritores interessantes; belas noites acompanhadas de um bom vinho e de conversas brilhantes. Resumindo, estava satisfeita com a minha vida e dizia para mim mesma que não precisava de um marido para me sentir completa e realizada.
Então, conheci Ben. Lindo, gentil e engraçado. Parecia bom demais para ser verdade, especialmente depois que fiquei sabendo que ele pensava o mesmo que eu sobre ter filhos. O assunto surgiu na noite em que nos conhecemos, num encontro às cegas maquinado por nossos amigos em comum, Ray e Annie. Estávamos no Nobu, batendo um papo descontraído enquanto comíamos sashimi d tempurá de camarão apimentado, quando um menino nos chamou atenção. Ele não devia ter mais do que 6 anos e estava sentado à mesa ao lado. O menino estava super na moda, usava um bonezinho preto Kangol e uma camiseta polo Lacoste com a gola virada para cima. Sua postura era ereta e aprumada e ele mesmo estava fazendo seu pedido de sushi, com a pronúncia correta e tudo mais, sem nenhuma ajuda dos pais. Com certeza não era a primeira vez que ele estava num restaurante japonês. Na verdade, acho que ele estava mais acostumado a comer sushi do que misto-quente.
Ben e eu o observamos e demos um sorriso daquele jeito que as pessoas dão quando olham para crianças e filhotinhos, e então, sem querer, deixei escapar:
- Se tiver que ter filhos, tem que ser um assim.
Ben se inclinou sobre a mesa e sussurrou:
- Você está se referindo ao cabelo tigelinha e às roupas da moda?
- Não. Do tipo que a gente pode levar a um restaurante japonês no meio da semana - falei séria. - Não estou nem um pouco interessada em comer iscas de frango empanado no T.G.I. Friday's. Jamais!
Ben pigarreou e deu um sorrisinho.
- Então, você não quer morar num condomínio residencial longe do centro e comer no Friday's ou você não quer ter filhos? - ele perguntou, enquanto eu olhava para seus dentes ligeiramente tortos e seu sorriso sexy.
- Nenhuma das alternativas. As duas. Todas as alternativas anteriores - respondi. Para o caso de não ter sido bem clara, acrescentei: - Não quero comer no Friday's, não quero morar num condomínio e não quero ter filhos."

Adicione o livro a sua estante virtual: Skoob.

E aí pessoal gostaram? Já leram esse livro? Tem indicação de algum que vocês queiram ver o primeiro capítulo aqui? Espero o comentário de vocês. Vou adorar responder a todos.

Bjoks da Gica.

6 comentários:

  1. Gente, eu tinha esquecido, tanto tempo que faz que li a Emily o quanto gosto da escrita da Emily!!! Nossa, adorei esse primeiro capitulo, eu não li ele, ele me leu kkkk A protagonista é show!!!!

    Pandora
    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Pandora.

      Que bom que você gostou da escrita dela, sinal que vai gostar desse livro também! :D
      Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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  2. Oi Giane! Muito interessante essa coluna aqui no seu blog, parabéns!
    Não tive uma experiência muito boa com um livro que li dessa autora, mas até gostei desse primeiro cap!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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    1. Oi Carol.

      Que bom que você gostou da coluna. Acho que assim posso divulgar um pouquinho mais dos livros que li e adorei! :D :D
      Que pena que você não teve uma experiência muito boa, mas este é maravilhoso. Pode acreditar!
      Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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  3. Oiii Gi, tudo bem??? Eu não terei filhos, hahha, é fato resolvido <3
    Mas é meio complicado isso né? Muita gente não entende. Meu ex namorado qria ter 20 (hahha, ok, exagerei)
    Mas eu disse p ele ter com a vizinha então, hahah. O engraçado é q depois q terminamos, ele não quer mais ter : " se for para ter filhos , vc é que será a mãe" não é fofo??? Não!!!! é doideira demais, hahhaha
    Mas meu marido não quer também, então estamos de boa
    Acho crianças lindas e sou muito apegada a minha sobrinha, mas daqui não sai nada, kkk
    Mas amei o capítulo <3
    Beijooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com/

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    1. Oi Gih.

      Tudo ótimo e com vc??? Eu tbm não queria filhos, mas acabou vindo um e hoje é o grande amor da minha vida, mas claro que respeito a escolha de cada um, afinal gosto que respeitem a minha né! kkkkk Nossa, que ex mimoso... Tô fora de um desses! kkkkk
      Que bom que você gostou do capítulo. Obrigada pela visita.

      Bjoks da Gica.

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