9 de agosto de 2015

Capítulo da Semana #4 - A Luz Através da Janela

Olá pessoal, como estão??? Espero que tod@s bem! Hoje vim trazer mais um capítulo de um livro para que vocês possam conhecer um pouquinho mais. Queria avisar também que essa coluna sera postada uma vez a cada duas semanas, pois será intercalada com a de "quotes da semana". Então vamos curtir!

Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro. A Segunda Guerra Mundial na França, durante a Ocupação (1940-1944), deixou muitos destroços e segredos familiares, principalmente na família de Emilie, os De la Martinières: quando sua mãe faleceu, deixando para ela (como única herdeira do nome e dos bens da família - entre outras coisas) o legado do Château de la Martinères em Gassin, no Sul da França, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, o misterioso Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire (UK). Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações -- do presente e de um passado desconhecido que, ao ser desvendado, modificará a história pessoal de toda uma geração -- carregando com os ventos da mudança, nova esperança de vida e amor...



Gassin, sul da França, Primavera de 1998

Emile sentiu a pressão das mãos diminuir e olhou para o rosto de Valérie. Pareceu-lhe que, enquanto a alma deixava o corpo, a dor que contorcia seu rosto também desaparecia. Naquele rosto esquálido, era possível ver a beleza da mãe.
- Ela nos deixou - murmurou Philipe, o médico; não era necessário.
- É.
Ouviu o médico balbuciar uma prece, mas não quis orar com ele. Ficou olhando fixamente, com uma espécie de prazer mórbido, para saco de carne que lentamente adquiria uma coloração acinzentada. Era o que restava da presença que dominou sua vida durante trinta anos. Instintivamente, Emile queria chacoalhar o corpo da mãe para que ela despertasse, pois a transição da vida para a morte, dada a presença de vida que Valérie de la Martinières sempre teve, era forte demais para ela aceitar.
Não sabia o que estava sentindo. Nas últimas semanas, havia ensaiado bastante esse momento. Desviou os olhos do rosto da mãe e olhou através da janela. As nuvens pontilhavam o céu e pairavam no ar como merengues prontos para ir ao forno. De repente, ouviu o canto suave de uma cotovia anunciando a chegada da primavera.
Levantou-se vagarosamente, suas pernas ainda estavam rígidas das longas noites que passara em vigília ao lado do leito, e foi até a janela. A paisagem do início da manhã não tinha qualquer tom do pesar que as próximas horas trariam. A natureza havia pintado um belo retrato, como fazia a cada alvorecer. As cores suaves da paleta de Provença, o ocre, o verde e o azul-escuro, traziam gentilmente um novo dia. O olhar de Emile atravessou o terraço e os jardins e pousou nos vinhedos ondulantes que cercavam a casa e se espalhavam até onde os olhos conseguiam enxergar. A vista era simplesmente magnífica e o era a vários séculos. O Château de la Matinièries era seu santuário na infância, um lugar de paz e segurança; sua tranquilidade estava estampada de maneira indelével em cada sinapse do seu cérebro.
E agora tudo aquilo lhe pertencia, embora não soubesse se sua mãe havia deixado algum dinheiro para continuar a custear a propriedade, depois de todos os excessos financeiros.
- Mademoiselle Emile, vou deixá-la a sós com sua mãe para que possa se despedir - a voz do médico interrompeu seus pensamentos. - Estarei no térreo, vou cuidar da burocracia necessária. Lamento muito. - acrescentou, fazendo uma pequena mesura antes de deixar o quarto.
E eu, lamento...?
A pergunta surgiu clara na mente de Emile. Voltou-se à cadeira e sentou-se, tentando encontrar respostas para as várias perguntas que essa morte lhe trazia, querendo somar e subtrair das colunas emocionais e encontrar uma sensação definida. Claro que isso era impossível. A mulher deitada de maneira tão patética, tão inofensiva agora, ainda era uma influência confusa e sempre traria o desconforto da complexidade.
Valérie deu à luz uma filha, alimentou-a, vestiu-a e deu-lhe um lar de qualidade. Nunca chegou a lhe bater ou abusar.

Gostou? Então adicione o livro na sua estante virtual: Skoob.

Quero aproveitar e desejar um feliz dia dos pais a todos os pais e mães (pães) que criam seus filhos com muito amor!
E aí o que acharam desse primeiro capítulo??? Já leram ou vão ler esse livro??? Tem indicação de algum livro que você queira ler o primeiro capítulo aqui??? Espero o comentário de vocês, vou adorar responder a todos.

Bjoks da Gica.

2 comentários:

  1. Oi Giane!
    Já vi esta capas algumas vezes pela internet e gostei muito de conhecer um pouco. O enredo parece ótimo, adoro livros que têm a ver com as guerras, sempre são muito intensos e emocionantes! Ótima dica de leitura. :)
    Minha dica é um livro que estou lendo atualmente e já amando: A Última Carta de amor, de Jojo Moyes (♥). Não sei se já apareceu aqui no blog, mas já o prólogo é cativante. :D
    beijos ♥
    nuclear--story.blogspot.com | Participe da promoção

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    Respostas
    1. Oi Dani.

      Que bom que você gostou do post. Esse foi o intuito mesmo, o de divulgar algumas obras para outros leitores. Não com sentido nas vendas e sim na leitura. Obrigada pela dica para o post e pela visita.

      Bjoks da Gica.

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